Presidente do STF abre Ano Judiciário de 2024 e celebra harmonia entre os Poderes

 

Divulgação/STF

Na sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2024, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luís Roberto Barroso, apresentou um balanço dos projetos e realizações do Judiciário, celebrando a boa relação entre os Poderes da República.

Barroso destacou a publicação do edital do primeiro Exame Nacional da Magistratura, simplificando concursos para juízes. Ele ressaltou a promoção por merecimento por paridade no CNJ, visando a igualdade de gênero, e o programa de bolsas para candidatos negros à magistratura.

Na área de inovação, o STF abriu edital para soluções de inteligência artificial que resumam processos judiciais. Um programa em desenvolvimento visa resumir processos que chegam aos tribunais superiores, agilizando o estudo dos juízes.

O presidente mencionou o Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, tornando o mundo jurídico mais acessível. Destacou ainda projetos de comunicação, como o Informação à Sociedade no STF, e iniciativas de sustentabilidade, incluindo um acordo com o Exército para planos ambientais.

Barroso enfatizou a alta demanda do Judiciário, com mais de 31 milhões de ações em 2023, um aumento de 10%, mas ressaltou que a produtividade aumentou 10%. O custo do Judiciário, segundo o ministro, é de R$ 116 bilhões, sendo que a instituição arrecada cerca de 70% do que custa.

O presidente celebrou a convivência harmoniosa entre os Poderes e destacou a força das instituições. “A independência e a harmonia não significam concordância, nem que o Judiciário atenda necessariamente todas as demandas de qualquer um dos Poderes. Mas nós nos tratamos com respeito, consideração, educação e sempre que possível, carinhosamente”, concluiu.

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