Programa de extensão em judô completa dez anos de atividade em Canindé

 Por Andressa Souza/campus Canindé

Divulgação/Andressa Souza – campus Canindé

Há dez anos, uma cena se repete na quadra do campus de Canindé: vestidos em quimonos, judocas curvam-se, cumprimentam o tatame, o professor e os colegas, e então praticam.

Em 2023, o programa de extensão “Judô: um caminho para a vida” completou uma década de atividades, interrompidas somente no período pandêmico de 2020 e 2021. Criada pelo professor Eduardo Pereira, a ação oferece gratuitamente às comunidades interna e externa a chance de praticar o esporte conhecido como “caminho suave”.

“O judô é o caminho de como você encara os desafios da vida. Esse ‘flexível’, esse ‘suave’ é como você desvia dos problemas e quando o problema te acerta, você inclina, mas não quebra. O judô vai muito mais do que pura e simplesmente uma modalidade de luta”, costumava explicar o docente, falecido em 2022. O programa hoje é mantido in memoriam de seu fundador pelos senseis Emanuel Alves, Júnior Macedo e Carla Viana; os encontros são realizados às segundas, quartas e sextas na quadra poliesportiva, das 12h às 13h30. 

“Nós temos a missão de continuar o projeto. Hoje ele vem ganhando força cada vez mais, a quantidade de alunos vem aumentando”, afirma Júnior, formado em Educação Física pelo IFCE Canindé e primeiro aluno do projeto. “A ideia é que a gente continue acontecendo por mais dez, vinte, trinta anos e tornar o judô cada vez mais forte, não só aqui no campus, mas na região do Sertão Central”.

“O judô para mim não é só um esporte, é a forma que eu tenho como viver a minha vida e através dele que eu busco transformar a vida de outras pessoas”, conta Carla Viana, também licenciada em Educação Física e uma das primeiras faixas-pretas formadas pelo programa. Além das atividades no campus, ela também é sensei da arte marcial em uma academia de Canindé. “Eu sempre digo que eu gostaria de ter conhecido o judô desde a minha infância e hoje eu consigo formar crianças no esporte a partir de dois, três anos de idade”. 

Ana Karolina, 14 anos, e Alderlane Vieira, 49 anos, são mãe e filha que passaram a praticar judô juntas no IFCE. Para a mais velha, o esporte virou uma paixão compartilhada e um motivo para ficarem ainda mais próximas uma da outra. Para a mais nova, a arte marcial é também uma oportunidade de amadurecimento. “No tatame a gente tem muito companheirismo e está sempre se ajudando. Isso ajuda muito no nosso desenvolvimento e foi muito bom pra mim. E eu também sou uma pessoa muito estressada, tenho pavio muito curto e na minha opinião melhorou muito a minha paciência”, afirma.

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