Confiança do Comércio recua pelo terceiro mês consecutivo

A quinta variação negativa consecutiva, recuando 2,8 pontos para 89,4 pontos, o menor nível desde abril deste ano (87,4 pontos).

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O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do FGV IBRE apresentou uma queda de 2,7 pontos em novembro, marcando o terceiro mês consecutivo de recuo, e atingindo 86,5 pontos. Em médias móveis trimestrais, também houve uma redução de 2,4 pontos.

A economista do FGV IBRE, Geórgia Veloso, analisou que a confiança do comércio diminuiu devido às avaliações negativas tanto em relação ao momento atual quanto nas perspectivas para os próximos meses. Apesar da melhora no ambiente macroeconômico e do início das vendas de fim de ano, o desempenho do comércio ficou aquém do esperado, com resultados positivos em apenas duas das seis principais atividades no mês. A demanda atual enfraquecida, somada às previsões pessimistas de redução nas vendas nos próximos meses, gerou apreensão entre os comerciantes, agravada pela inversão da confiança dos consumidores nos últimos meses de 2023.

Principais Pontos Destacados: Índice de Situação Atual (ISA-COM): Apresentou a quinta variação negativa consecutiva, recuando 2,8 pontos para 89,4 pontos, o menor nível desde abril deste ano (87,4 pontos). O indicador que avalia a situação atual dos negócios contribuiu significativamente para a queda, recuando 4,4 pontos para 90,6 pontos.

Índice de Expectativas (IE-COM): Cedeu 2,7 pontos, alcançando 84,0 pontos. As perspectivas de vendas nos próximos meses e o indicador que prevê a tendência dos negócios nos próximos seis meses caíram 3,2 e 2,1 pontos, para 83,2 e 85,2 pontos, respectivamente.

Demanda Insuficiente:

No trimestre encerrado em novembro, cerca de 29,4% das empresas indicaram que a demanda insuficiente era um fator limitativo à expansão dos negócios. Esse cenário se refletiu mais fortemente nos segmentos de bens essenciais (hiper e supermercados, farmacêuticos e combustíveis), atingindo 20,7% das empresas, enquanto nos demais bens, o percentual foi de 34,5%. O resultado de novembro confirma as previsões de um cenário desafiador para o comércio no quarto trimestre, apesar dos eventos sazonais que geralmente movimentam o setor.

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